Opinião: “No Coração do Império” de Alexandra Vidal

FONTE: http://livrosdevidro.wixsite.com/livrosdevidro/single-post/2017/05/05/Opini%C3%A3o-No-Cora%C3%A7%C3%A3o-do-Imp%C3%A9rio-de-Alexandra-Vidal

No Coração do Império”

                                 de Alexandra Vidal  

                    

Começamos esta opinião por dizer que não sabemos se preferimos a capa da segunda edição ou a da primeira. Olhámos para as duas e ficámos indecisos. Gostámos das duas.

Se uma tem um ar mais histórico (a primeira edição) a outra tem um traço mais romântico. Pensamos que ambas se enquadram bem neste livro.

Passada nos anos de ouro de Portugal, após 1500, onde eram trazidos escravos de países africanos. A Autora relata-nos a aventura da protagonista que se tornou escrava sendo, literalmente, arrastada do seu país, o Congo até terras lusas. 

É trazida à força para Portugal para servir gentes de língua e hábitos estranhos.

Mas deixamos no ar como irá a protagonista safar-se, ou não, deste destino.

Passemos à nossa opinião em concreto.

Pois bem, não somos muito virados para os romances, muito menos os romances históricos, mas, de vez em quando, lá nos aparece um ou outro que acedemos dar “uma vista de olhos”.

 

Foi o caso deste livro, foi-nos gentilmente cedido e enviado pela editora e lá pegámos nele e começámos a sua leitura. Temos de dizer que foi mais do que “uma vista de olhos”, devorámos o livro.

Habitualmente os romances históricos tendem a pecar pelo excesso de informação. Muita palha. Mas a Autora, apesar de se esperar que enchesse o livro com referências históricas, fê-lo de uma forma tão leve e inteligente e que damos por nós a mergulhar no século XVI sem o menor esforço.

Há muito que não nos sentíamos assim, a mergulhar nos espaços descritos por um livro, mas o certo é que facilmente o conseguimos fazer com este. Damos por nós a caminhar pelos corredores, dentro da livraria régia, dentro dos salões e demais espaços.

Por outro lado, a história em si, o romance, é escrito de uma forma suave, quase nem se sente, não é arrebatador. Não é escaldante, mas doce. Quase puro. São deixadas cenas implícitas que deixam os leitores a imaginar o que terá sucedido. Subtil.

Não se pense que se está diante de um amor arrebatador que irá contra tudo e todos, nada disso. Tem as suas intrigas, tem os seus mexericos, mas tudo contado… como diremos, classe.

Gostámos das notas histórias tão habilmente inseridas na escrita, parece que lemos uma história contemporânea, que estamos naquela época a ler algo que se passou há pouca mais de meia dúzia de meses.

Ficamos a conhecer factos que talvez, para a maioria sejam desconhecidos, como que em Portugal existiram dois grandes terramotos, pois é, não existiu em Lisboa apenas o de 1755.

 

No fim do livro, salientamos, somos ajudados por um mapa de época, um glossário sobre as palavras usadas ao longo do livro com teor histórico e que hoje já não usamos (ex.: abarcas, algibebe, ataúde, bragas de ferro, pavana, entre muitas outras), bem como é composto por uma completa bibliografia.

Para amantes de romances históricos fica aqui a nossa recomendação!

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